quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ricos, decadentes e malvados
Israel impede Nobel da Paz de ir à Palestina
A mídia comercial em guerra
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Massacre de Srebrenica - Maior genocídio do pós-guerra completa 15 anos
A região dos Balcãs, onde ocorreram os conflitos, é marcada por histórias de invasões estrangeiras e disputas de cunho étnico, religioso e nacionalista. Nesse contexto, desavenças políticas, combinadas com a ineficiência da comunidade internacional na mediação da guerra, compuseram o palco para o genocídio.
A Guerra da Bósnia teve ampla cobertura da imprensa internacional e mostrou cenas semelhantes ao holocausto dos judeus na Alemanha nazista: cidades sitiadas, campos de concentração, mortes em massa e posteriores julgamentos dos criminosos no Tribunal Internacional de Haia.
Antecedentes
Genocídio
Julgamentos
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Reconhecimento Internacional
A melhor avaliação sobre a escolha do presidente Lula como um dos líderes do planeta, feita por Rosane Oliveira, do Jornal Zero Hora.
Reconhecimento internacional
A Time é apenas mais um veículo estrangeiro de comunicação a incluir o presidente brasileiro entre os líderes mais influentes do mundo. Financial Times, El País, News Week e Le Monde já incluíram Lula em listas desse tipo. O Fórum Econômico Mundial, que Lula combatia com ferocidade quando era um candidato de oposição, deu a ele o título de estadista global, que ainda não foi entregue porque o agraciado passou mal pouco antes do embarque para a Suíça e teve de ser internado.
A esse reconhecimento internacional se somam sucessivos recordes de popularidade no Brasil. São raros os opositores que questionam as pesquisas de popularidade como no início, porque sabem que seria impossível todas estarem erradas. Preferem, então, questionar os critérios de jornais e revistas estrangeiros. Ontem, a crítica mais emblemática veio do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC):
– Ou a revista ficou louca ou ganhou um patrocínio de uma estatal brasileira.
É um tipo de pensamento típico de quem defende a filosofia do “é dando que se recebe”. Reações como a de Bornhausen devem incomodar o cavalheiro José Serra, que reagiu com fidalguia ao ser perguntado sobre o título, quando ainda se pensava que Lula era o primeiro da lista e que Barack Obama aparecia em quarto. Depois, a Time explicou que não se tratava de um ranking: que o primeiro e o último da lista tinham peso idêntico. Serra registrou, mas manteve a avaliação de que esse tipo de reconhecimento é bom para o país. Homem inteligente que é, Serra deve saber que reações como a de Bornhausen ajudam a levantar a popularidade de Lula e expõem a fragilidade da oposição.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Novos escândalos na Igreja católica
O mais recente foi divulgado pelo jornal The New York Times, que afirmou que o hoje papa Bento 16 - à época cardeal Ratzinger – ignorou as denúncias contra um religioso americano que molestou cerca de 200 garotos ao longo de 24 anos em uma escola para surdos no Estado de Wisconsin.
A denúncia foi mais um golpe para o Vaticano, que se vê em meio a escândalos cometidos por sacerdotes. Os fatos indicam que por décadas as mais altas autoridades eclesiásticas optaram por deixar impunes tais delitos.
O papa Bento 16 pediu desculpas às vítimas de abuso por parte de religiosos irlandeses, mas muitos consideraram insuficiente o gesto. Se quiser dar um exemplo de transparência, Bento 16 poderia ser forçado a abrir arquivos secretos da Santa Sé, segundo um vaticanista.
Na sua opinião, o que a Igreja deveria fazer? Que providências deveria tomar?
E que consequências a decisão de revelar ou continuar ocultando os escândalos pode ter nos fiéis e em sua fé católica?
quinta-feira, 25 de março de 2010
Brasil Discute o Petróleo
O estopim da revolta de Estados como o Rio de Janeiro foi a aprovação de emenda proposta por três deputados – Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-MG) e Marcelo Castro (PMDB-PI) – definindo a distribuição dos royalties (compensação financeira devida pelas empresas produtoras de petróleo e gás natural) de toda a exploração no mar, tanto no pós-sal quanto no pré-sal já concedido, sem privilégio para os que estão diretamente ligados às atividades.
Como deve ser distribuída a receita dos royalties?
sábado, 2 de janeiro de 2010
Terror no Suriname
"Para vingarem um assassinato cometido por um brasileiro, os assustadores maroons promoveram uma onda de saques, estupros e espancamentos
O surinamês Wilson Apensa sempre foi um encrenqueiro. Na véspera do Natal, arrumou três brigas em Albina, cidade que fica a 150 quilômetros da capital, Paramaribo. Acostumado à violência (colecionava passagens pela polícia por furto, assalto e lesão corporal), saiu-se vitorioso de todas as contendas. Por volta das 20 horas, Apensa iniciou o quarto tumulto. Aparentando estar drogado, entrou na churrasca-ria Espetinho, onde um grupo de garimpeiros brasileiros estava reunido. Aproximou-se de um deles, agarrou-o pela camisa e deu-lhe um soco no rosto. O agredido, identificado como Adil-son Oliveira, reagiu. Puxou uma faca que trazia na cintura e cravou-a no coração do surinamês. Em seguida, fugiu. A morte de Apen-sa, pertencente ao grupo étni-co dos maroons (descendentes de escravos afri-canos), causou uma correria no vilarejo. Comerciantes fecharam seus estabelecimentos e os garimpeiros se refugiaram no hotel onde estavam hospedados. Todos sabiam do risco de retaliação por causa do comportamento tribal dos integrantes da etnia à qual Apensa pertencia.
Conhecidos no país por seu primitivismo, os maroons costumam vingar a morte de membros do grupo com uma reação descomunal. Pelo menos 300 deles, armados com porretes, facões, machados e pedras, tomaram as ruas de Albina. Supermercados foram saqueados e o hotel onde estavam os brasileiros foi invadido. Os hóspedes foram espancados e as dependências, incendiadas. Um posto de combustíveis ficou em cinzas e seis automóveis e um caminhão foram consumidos pelas chamas. Mais de uma centena de brasileiros foi atacada. Alguns apanharam de porrete, muitos foram apedrejados. Os maroons não pouparam nem as mulheres. Uma delas, grávida, perdeu o bebê depois de ter a barriga perfurada por um facão. Outras dezenove afirmam ter sido estupradas pela turba enfurecida. Dois casos foram confirmados pela polícia local. Os demais estão sob investigação.
A maranhense E., de 34 anos, estava nesse grupo. Ela relatou a VEJA o terror que viveu: "São uns animais. Deram tapas no meu rosto, arrancaram minha roupa, me beijaram à força e morderam meus seios". Ela estava no hotel invadido pelos maroons. Ao ouvir a gritaria do lado fora, E. trancou-se em seu quarto, mas, quando percebeu que haviam ateado fogo ao prédio, passou a gritar por ajuda. Os maroons a ouviram e arrombaram a porta. Ela foi violada e atirada nua para fora do prédio. A selvageria se estendeu pela madrugada e deixou um saldo oficial de 25 feridos graves - um deles ainda corre o risco de ter o braço amputado. "Só não morri porque me joguei no rio no meio da noite e nadei até sair da cidade", conta o paraense Reginaldo Serra, um garimpeiro de 30 anos. Hoje, há 18 000 brasileiros vivendo no Suriname. São, basicamente, prostitutas e garimpeiros que tentam a sorte em lavras de ouro mais produtivas que as existentes do lado de cá da fronteira. Depois da selvageria em Albina, a FAB mobilizou-se para retirar os brasileiros que querem sair do Suriname.
Os maroons formam o terceiro grupo étnico mais numeroso daquele país - só perdem para os imigrantes indianos e javaneses. Eles descendem de escravos negros que nos séculos XVII e XVIII fugiram de fazendas na região litorânea e se refugiaram nas florestas do interior. Ali retomaram aspectos da cultura africana e passaram a viver como seminômades e coletores. Como o interior não era habitado, tornaram-se senhores das florestas. Hoje, os maroons controlam 80% do território do país. Por terem se organizado à margem do estado surinamês, recusam-se a obedecer às leis nacionais. Alimentam a ideia de que são donos da terra desbravada por seus ancestrais e usam a força bruta para rechaçar aqueles que julgam invasores. "Essa gente vive como há 200 anos", diz o delegado brasileiro José Roberto da Hora, adido da Polícia Federal na embaixada brasileira em Paramaribo. Nas estradas sob seu domínio, eles cobram pedágio de 50 dólares por carro que passa. Os principais alvos são os garimpeiros brasileiros.
O comportamento bizarro dos maroons faz parte do quadro de completo desgoverno que assola o Suriname. O país foi o último do continente a se tornar independente, há apenas 34 anos, e, ainda assim, a contragosto. Os surinameses não queriam romper os laços com a antiga metrópole, a Holanda. Para convecê-los da própria independência, o país ofereceu um acordo comercial vantajoso. Eles pediram, e levaram, livre acesso ao porto de Roterdã, o maior da Europa. As mercadorias que saem do Suriname, ou as que são enviadas para lá, não podem ser vistoriadas pelas autoridades holandesas. Com isso, o país tornou-se um paraíso do crime organizado. Contrabandistas e narcotraficantes utilizam a conexão Paramaribo-Roterdã em escala industrial, como VEJA mostrou em janeiro de 2007 na reportagem "O Paraguai do norte". Para completar o quadro, 10% do território surinamês, o Triângulo New River, está sob litígio internacional (é reivindicado pela Guiana). Um acordo foi feito entre os dois países e nenhum deles pode policiar a zona. É uma terra entregue à própria sorte. Segundo a Polícia Federal brasileira, a área está infestada de gângsteres russos e chineses. Além disso, guerrilheiros colombianos das Farc vão até lá para trocar cocaína por munição vinda da Líbia. Esse triângulo barra-pesada faz fronteira com o Brasil, mas felizmente é isolado por uma cadeia de montanhas conhecida como Serra do Tumucumaque. Comparadas ao Suriname, enfim, as favelas cariocas são seguras como Zurique."
A particularidade de tudo isso, é perguntar: o que esses brasileiros ilegais estão fazendo no Suriname? Nada justifica a violência mas...
Ano Novo... Vida Nova!!!
Prometo que esse ano as coisas vão ser colocadas mais em ordem aqui no blog... hehehehehe